CRISTINA SANTIAGO
O corredor estava cheio de fumaça, mas era uma fumaça fina, mais irritante do que sufocante, provavelmente vinda do andar de baixo. O alarme de incêndio era um grito estridente e incessante que ecoava em meus ouvidos.
— Anda! — Miranda rosnou, me puxando pelo braço com uma força surpreendente. A arma prateada em sua outra mão estava apontada para a frente, varrendo o corredor enquanto nos movíamos.
— Para onde estamos indo?
— Para longe dele! — ela sibilou, os olhos selvagens.