A tensão não entra pela porta. Ela já está sentada à mesa.
É como se a mansão Schneider, acostumada a respirar a dor silenciosa do desaparecimento, agora inspirasse guerra e expirasse obediência. A atmosfera é espessa, carregada, como se cada centímetro do ar tivesse sido invadido por um comando não verbal, algo mudou para sempre. E quem ainda não entendeu isso, vai entender hoje.
Na grande sala de reuniões da mansão, um grupo de homens uniformizados ocupam os seus lugares em silêncio. Alguns s