A manhã começa com um céu anormalmente claro, um azul que parece ter sido pintado à mão, sem nuvens para esconder o sol que já desponta com força. O sítio desperta em sincronia: galos cantam, motores dos tratores roncam à distância. Mas, naquele dia, algo vibra diferente no ar, como se a natureza pressentisse que o destino está prestes a mudar o curso.
Marta desperta devagar, sentindo os pequenos chutes sob a pele esticada da barriga. Ainda deitada, acaricia o ventre com dedos delicados e firme