O estrondo do soco na mesa ecoa pela sala de reuniões como um trovão inesperado. O vidro vibra, as cadeiras rangem, e por um segundo inteiro, ninguém respira. Jonathan Schneider está de pé, os olhos em brasa, os punhos cerrados, o maxilar travado. Seu humor, já instável há semanas, atinge o limite. A tentativa descarada de golpe comercial é a centelha que faltava para incendiar o barril de pólvora.
— Achou que eu sou o quê, um moleque? — ruge ele, apontando para o fornecedor pálido à sua frente