A noite cai devagar sobre o campo, como um véu espesso que cobre tudo com um silêncio reverente. A natureza respira em sussurros, o canto tímido dos grilos, o farfalhar das folhas ao vento, o estalar ocasional de um galho seco. Na casa principal, as luzes estão apagadas, mas a alma de Marta está acesa, fervendo em lembranças que não conseguem mais ser contidas.
Ela se deita em sua antiga cama, num quarto que conhece desde criança. Os móveis estão no mesmo lugar, as paredes ainda guardam o cheir