A manhã se estende preguiçosa pelas janelas semi abertas, e o quarto de Darlene se enche de uma luz dourada que banha tudo com uma suavidade quase etérea. Os lençois, ainda amassados pela inquietação da madrugada, exalam calor e um perfume discreto de jasmin e lembranças.
Eduardo está ali, sentado ao lado dela, imóvel, como se o menor gesto pudesse romper a frágil bolha de intimidade que os envolve. Seus olhos percorrem cada centímetro do rosto de Darlene, os cílios longos que adornam os seus l