O cansaço pesa nos ombros de Eduardo como se o dia inteiro tivesse sido travado contra um exército invisível. Ele entra em casa com passos lentos, o terno amarrotado, a expressão dura de quem tenta calar as vozes internas. Não acende todas as luzes. A penumbra parece combinar com o que sente. Sem dizer uma palavra, segue para o banheiro, deixando pelo caminho as peças de roupa como se pudesse se livrar, junto com elas, dos pensamentos que insiste em esconder.
A água quente cai sobre o seu corpo