O amanhecer chega lento, mas dentro do quarto de Cassandra o tempo parece não existir. O espelho no teto continua refletindo o horror que ela se tornou, obrigando-a a encarar cada detalhe da própria destruição. A foto de “antes” e “depois” ao lado parece rir dela, zombando de tudo o que perdeu. O corpo lateja, as feridas abertas pela crueldade do enfermeiro ainda ardem como se estivessem sendo queimadas de novo.
O som dos passos pesados no corredor é inconfundível. O Don está voltando.
A porta