As ruas deslizam devagar pelos faróis do carro de Rui. Ele dirige como se não estivesse dirigindo, como se apenas existisse ali, automático, máquina ferida atrás do volante. O som abafado dos pneus na pista molhada acompanha os flashes em sua mente, o rosto de Islanne contorcido de prazer, as unhas cravadas nos ombros de Ravi, o gemido que nunca foi para ele:
— Mais forte… não para… meu amor.
Essa frase se repete como uma praga. E o nome. O nome que ela gemeu. Não o dele. Nunca foi.
— Ravi…
Rui