Rui encara o próprio reflexo no espelho do banheiro do bar e por um segundo mal se reconhece. Os olhos fundos, vermelhos, o maxilar travado. Não é por cansaço, nem por excesso de trabalho é dor. Uma dor que corrói, queima, arde mais do que qualquer processo perdido. Ele, o advogado frio, calculista, o homem que domina tribunais, que dita cláusulas com a precisão de um bisturi… agora não consegue segurar nem a própria alma nos eixos. Porque ela, Islanne, ainda mora ali. E porque ele viu. Viu tud