Guilherme
O horror das noites russas já não me assustava. A morte se tornara minha companheira desde o instante em que Anya Volkov sequestrou Fernanda pela primeira vez. Agora, guiado por um informante sussurrante da máfia russa, eu me encontrava diante de uma fábrica abandonada nos arredores de Moscou — um labirinto de concreto corroído pelo tempo e pelo silêncio.
O vento gélido cortava o casaco escuro que eu usava como armadura. Cada respiração formava nuvens de vapor à minha frente; eu senti