capítulo 114

📓 Narrado por Clara

A porta bateu devagar.

Mas o som ficou.

Grudado no ar.

Na pele.

Na lembrança.

O roupão ainda tava no chão, caído, inútil.

E eu ali de pé, sem saber se respirava ou gritava.

Não era vergonha.

Era raiva.

Dele.

De mim.

Do destino que sempre me arranca antes de eu escolher o que dar.

> Ele viu.

O homem que eu jurei que nunca veria, viu.

O olhar dele ficou preso em mim tempo o bastante pra rasgar o que eu levei anos pra costurar.

Não teve nojo
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Arlete Oliveiranossa que dó da Clara
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