📓 Narrado por Miguel — Sábado, 09h52 da manhã
O corredor parecia não ter fim.
O som do choro dela ainda vinha atrás da porta, abafado, mas cortando fundo demais pra eu fingir que não ouvia.
Abri a porta do meu quarto.
O ar gelado bateu na pele quente, e por um segundo eu quis sentir frio.
Mas não sentia nada.
Só o peso.
O peso do que vi.
O peso do que falei.
O peso do que fui.
Joguei o celular na cama, tirei o relógio e passei as mãos no rosto, tentando apagar as imagens m