Ricardo Ferraz acordou mais tarde do que o habitual. O quarto ainda estava silencioso. Ele se espreguiçou levemente, passando a mão pelo lado da cama. Vazio. Franziu a testa por um instante. — Isabella? — chamou, ainda com a voz rouca de sono. Nenhuma resposta. Ele se levantou, já ajustando a camisa, e desceu para o café da manhã. — A senhora Isabella já acordou? — perguntou, puxando a cadeira. A empregada assentiu. — Sim, senhor. Ela saiu cedo. Ricardo arqueou uma sobrancelha, surpreso. — Cedo? — Disse que tinha compromissos de trabalho. Ele deu de ombros, pegando uma xícara de café. — Hm. Nada fora do normal. Isabella sempre foi dedicada ao trabalho. Responsável. Previsível. Ele tomou um gole do café, tranquilo. Sem imaginar que, pela primeira vez… Ela estava saindo da rotina que ele tanto confiava. — Do outro lado da cidade, Isabella Duarte dava os últimos ajustes em mais um evento. O salão estava impecável. Flores perfeitamente a
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