A chuva voltou sem pedir licença — agora mais forte, decidida. Tambores no telhado da Casa Entre, como dedos apressados marcando o compasso de um dia que se anunciava diferente.
No corredor, Helena limpava as mãos manchadas de tinta. Tentara reviver o azul da porta — desbotado pelo tempo, mas firme como esperança que não cansa de passar.
— Azul tem cor de começo novo? — perguntou Nayeli, surgindo ao seu lado com uma sacola cheia de tecidos coloridos.
— É cor de água, e de céu. Então talvez sim