A chuva veio leve, quase um sussurro, como se pedisse licença para cair. Molhava devagar as folhas da mangueira do quintal, escorria pelas telhas da Casa Entre e fazia um som que parecia conversa antiga. Era fim de tarde, e a varanda estava cheia. Mas não de gente — cheia de espera. Clarice dizia que algumas tardes eram feitas só pra isso: aguardar o que ainda não tem nome.
Helena estava de pé junto à porta, observando o portão entreaberto. Sabia que hoje era dia de reencontro. Layla havia mand