O silêncio no celeiro era quase respeitoso.
Clarice passava os dedos sobre a madeira do gravador antigo, como se ali estivessem impressas as últimas palavras da mãe. Ao seu lado, Ana mordiscava a tampa de uma caneta, os olhos fixos num mapa aberto no chão. Leonardo, debruçado sobre o laptop, revisava a trilha captada no bosque.
— Essa última gravação… — ele murmurou, os olhos fixos na tela. — Há algo ali. Um som de fundo que não é só o vento.
— Um sussurro? — arriscou Ana, ainda distraída com o