O carro seguia em silêncio pela estrada serpenteante. O sol, em seu auge, desenhava sombras dançantes nas folhas das árvores. Helena observava o mundo passar pela janela, o diário da mãe fechado sobre o colo, como se as palavras ali dentro pulsassem sob o couro da capa.
Clarice dirigia com concentração, o maxilar tenso. Leonardo, no banco de trás, mexia no celular, tentando rastrear alguma pista ligada ao nome “Santiago”.
— Vocês perceberam que ela nunca escreveu “vá até Santiago” — comentou el