O que vem depois do chá
O vento da manhã soprava pelas frestas da janela, trazendo um frio leve que se insinuava pela cozinha. Clarice estava de pé, encostada na pia, mexendo distraidamente em uma colher. O som metálico era o único ruído no cômodo, até Leonardo entrar, ainda com os cabelos bagunçados e a camisa amassada. O silêncio entre eles não era desconfortável — era como o de um rio que já aprendeu a contornar pedras sem fazer alarde.
— Tem café? — ele perguntou, coçando a nuca.
— Na gar