O tempo começou a assumir outra forma.
Patrícia percebeu isso numa manhã comum, enquanto observava o bebê dormir no carrinho ao lado da mesa. O relógio marcava nove e quinze, mas aquela informação já não tinha o mesmo peso de antes. O dia não era mais dividido por urgências externas, e sim por ciclos internos. Fome. Sono. Presença.
E, curiosamente, isso não a diminuía.
A tornava mais precisa.
Ela abriu o notebook pela primeira vez em dias sem sentir culpa. Não para fugir da maternidade, mas par