Patrícia percebeu que não existia mais “voltar”.
Não voltar ao corpo de antes.
Não voltar à rotina antiga.
Não voltar à mulher que existia antes de ser atravessada por tudo.
E, diferente do que muitos diziam, isso não lhe causava luto.
Causava lucidez.
Naquela manhã, enquanto embalava o bebê junto ao peito, sentiu o peso real da nova vida que se impunha. Não como prisão, mas como eixo. Tudo agora orbitava em torno de algo concreto, vivo, que exigia presença contínua. Não heroísmo. Não sacrifíci