Alguns anos depois, Patrícia ainda acordava cedo.
Não por obrigação. Por escolha.
A casa era outra, maior, mais iluminada, mas o silêncio da manhã permanecia o mesmo. Aquele silêncio bom, que não cobra respostas nem exige pressa. Miguel já não dormia no quarto ao lado. Agora tinha o próprio espaço, a própria rotina, a própria voz que preenchia a casa de perguntas e risadas.
Patrícia gostava de observá-lo à distância, preparando-se para a escola, confiante, curioso, seguro. Ela sabia exatamente