Na segunda-feira, o universo decidiu que meu inferno pessoal ainda não tinha terminado.
A professora de Literatura entrou na sala com um sorriso perigoso — aquele tipo de sorriso que significa “vou mudar a vida de alguém, e não pra melhor”.
— Turma, vamos começar um trabalho em dupla, — ela anunciou, escrevendo no quadro. — Tema livre: amor na literatura. Sortearei as duplas.
Eu já comecei a rezar. Em silêncio, prometi ser uma boa pessoa, estudar mais, ajudar nos trabalhos, qualquer coisa — des