O som da chuva batendo na janela parecia acompanhar meu humor: confuso, barulhento e impossível de ignorar.
Maikon estava na sala, jogado no sofá, rindo de alguma piada idiota com Alec.
Sim, Alec.
Na minha casa.
Quando cheguei do banho, quase deixei cair a toalha de susto.
— O que você tá fazendo aqui? — perguntei, parando no batente da porta da sala.
Alec se virou, aquele mesmo sorriso meio torto no rosto.
— Visita técnica.
— Do quê?
— Do caos, — ele respondeu, rindo. — Vim devolver o caderno