A porta se fechou atrás de Olívia com um estrondo surdo.
O peito dela ardia, a respiração entrecortada. O sangue parecia gritar dentro das veias.
Os pais, Benjamin, Nicolau, Ian.
Cada um tinha arrancado mais um pedaço do pouco de sanidade que ainda restava nela.
Por um instante, só queria deslizar pelas paredes e se encolher no chão.
Mas, quando ergueu os olhos, encontrou dois pares de olhares sobre si.
Helena estava em pé, próxima à cama, atenta.
E Léo, sentado, com os olhos grandes, inocentes