O corredor parecia um campo minado. Cada passo de Olívia ecoava entre os olhares que ainda a seguiam, curiosos, venenosos. Mas ela não baixou os olhos. Não dessa vez.
Empurrou a porta do escritório de Ian e a fechou com firmeza atrás de si. Virou a chave, garantindo que ninguém ousasse espiar ou ouvir. O silêncio ali dentro era pesado, sufocante.
Ian estava sentado atrás da mesa, mas não se moveu. Apenas a observava, os olhos frios, o dossiê ainda aberto diante dele como uma arma carregada.
Um