A luz da tarde entrava suavemente pelo janelão do quarto de Ian, pintando o ambiente branco com tons quentes de âmbar. Pela primeira vez desde o tiro, o ar não cheirava apenas a antisséptico e medo. Havia um frasco de água com flores do campo (colhidas por Léo no jardim do hospital) e um leve aroma de café fresco que Carla conseguira fazer na sala de visitas.
Ian estava sentado na cama, apoiado por pilhas de almofadas. A palidez ainda estava lá, assim como as sombras sob seus olhos, mas havia u