A consciência voltou a Ian em camadas, como um mergulhador subindo lentamente das profundezas de um mar escuro e silencioso. Primeiro, a dor. Uma dor maçante e latejante que parecia emanar de seu ombro esquerdo e se espalhar por todo o torso, um peso de chumbo e fogo. Depois, os sons. O bip… bip… bip… regular e insistente. O sibilo ritmado de uma máquina. O murmúrio distante de vozes.
Ele tentou abrir os olhos. As pálpebras pesavam toneladas. A luz branca e difusa do ambiente da UTI o fez pisca