O céu pré-amanhecer era uma massa cinzenta e ameaçadora sobre os velhos estaleiros. O ar frio do rio carregava o cheiro de ferrugem, água parada e desespero. Olívia caminhava sozinha pela rua de paralelepípedos quebrados, seus passos ecoando na escuridão silenciosa. Cada batida do seu coração era um grito: Léo, Léo, Léo.
Ela estava destroçada por dentro. O mundo que conhecera havia se desintegrado em menos de 24 horas. Mas em meio aos escombros, havia uma única bússola: o instinto materno, fero