A luz da manhã filtrou-se pela janela do quarto de hóspades não como um novo começo, mas como a poeira fina que se assenta sobre os escombros. Era uma luz cinza e cansada, que parecia lavar as cores do mundo, deixando tudo no mesmo tom de incerteza que Olívia carregava na alma. Ela estava no quarto de hóspedes da casa de Carla, diante da mala aberta no chão como uma ferida exposta. As roupas espalhadas sobre a cama não eram apenas tecidos; eram fragmentos da vida que ela tentava, desesperadamen