Matheus observou o amigo de canto, seu corpo uma linha tensa de apreensão. Conhecia Ian há uma década. Vira-o enfrentar conglomerados e engolir concorrentes no café da manhã, mas aquele homem, aquele casco rachado de dor silenciosa, era uma figura nova e assustadora.
— Ian… — a voz de Matheus foi um fio de som, cuidadoso, tentando não romper o frágil equilíbrio.
— Não. — a resposta de Ian saiu áspera, um sussurro gasto. Ele esfregou o rosto com as duas mãos, como se pudesse apagar a fadiga e a