As lágrimas caíam sem cerimônia, cada uma carregando fragmentos de uma dor que Olívia já não conseguia nomear. Ela não sabia mais se chorava pela culpa que a consumia, pelo medo do futuro ou simplesmente pela exaustão de carregar o peso de tantas verdades não ditas. O chão frio daquela calçada parecia o único lugar sólido em um mundo que desmoronava ao seu redor.
Carla ajoelhou-se ao seu lado, suas próprias lágrimas misturando-se às da amiga em um testemunho silencioso de dor compartilhada.
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