O motor rugia na madrugada.
O carro cortava a estrada costeira como uma lâmina prateada sob a lua. O mar à esquerda era um deserto líquido e negro, o vento trazia o cheiro frio do sal e algo mais; algo metálico, como sangue fresco.
Dentro do carro, ninguém falava. Apenas o chiado do rádio preenchia o silêncio.
— Coordenadas confirmadas. Repetindo: ela está viva.”
As palavras estalaram no ar, mas soaram quase irreais.
Viva.
Ian segurou o volante com tanta força que os nós dos dedos ficaram bra