Isadora
Desde o instante em que meus olhos encontraram os dele naquela sala fria e luxuosa, algo em mim quebrou.
Deveria estar de luto. E estava. Mas não era só pela perda. Era também pela presença avassaladora de um homem que não fazia sentido ali, naquele contexto de dor — e mesmo assim, dominava tudo com o simples ato de respirar.
Leonardo Ferraz.
Meu tutor.
O homem que, por obrigação judicial, deveria cuidar de mim.
Mas que, por ironia cruel, despertava tudo que eu mais tentava enterrar.
El