POV: Dante
O cheiro de sangue era algo que eu aprendi a ignorar ao longo dos anos. Mas o dela… o dela me dilacerava.
Helena estava deitada na maca, pálida, frágil, com tubos saindo do nariz e agulhas cravadas nas veias como se estivessem tentando costurar a vida de volta nela. A bala tinha atingido seu abdômen, perto demais do bebê. Quase demais.
Meu peito doía de um jeito que eu não sabia que era possível. Não de um jeito físico. Era como se meu coração tivesse sido arrancado e jogado ao chão,