A campainha tocou de novo, insistente. E eu já sabia que era ele.
Meu coração disparou antes mesmo dos meus pés tocarem o chão. Cada passo até a porta parecia pesado, como se eu caminhasse em direção a algo inevitável. Quando abri, lá estava ele.
Dante.
Tão real quanto a dor no meu peito. Tão bonito quanto eu me lembrava — mas mais sombrio, mais contido. O olhar dele carregava um peso que eu reconheci na hora. Culpa. Desejo. Desespero.
Fiquei parada, segurando a maçaneta com força.
— O que você