Nos dias seguintes, Léo cumpriu sua promessa. Me levava ao médico, me ligava toda noite, me trazia comida mesmo quando eu dizia que não precisava. Era cuidadoso. Presente. Quase perfeito demais.
E talvez fosse isso que começou a me incomodar.
Algo no olhar dele, nos silêncios longos, nas respostas medidas… era como se ele estivesse sempre a um passo de dizer algo importante — e decidisse, no último instante, engolir a verdade.
Eu não era estúpida.
Tinha convivido a vida inteira com a manipulaçã