Léo me viu antes que eu o chamasse. Estava encostado no balcão, como sempre, com aquele jeito relaxado que escondia mais do que mostrava.
— Helena? — perguntou, surpreso, ao me ver. — Tá tudo bem?
— Eu preciso falar com o Dante.
Ele franziu a testa.
— Ele não tá vindo aqui ultimamente.
— Você sabe onde ele tá?
— A gente não tem andado muito próximo.
— Por favor, Léo — minha voz saiu falha, carregada de desespero contido. — É importante.
Ele me olhou como se finalmente percebesse a urgência nos