Angelina Ribeiro
Era tarde quando ouvi o carro de Diogo chegando. A porta se abriu e ele entrou já sem terno, blusa semi aberta, revelando pouco do seu peito escuro, o cansaço estampado no rosto, a sua pasta na mão. Caminhei até a sala, enquanto ele respirou fundo, recebi-o com um sorriso contido. Ele caminhou até mim como de costume, inclinou-se, depositando um beijo leve na minha cabeça antes de afastar-se.
- Como você está? - perguntou, a voz rouca, ainda carregada da viagem.
- Bem - respond