Saulo Prado
Angelina saiu correndo até o taxi enquanto eu a segui nu, sob os meus pedidos e protestos para que ela parasse, lhe vi desaparecendo pela estrada, e eu fiquei ali, com a cabeça doendo, completamente nu, no meio do jardim da chácara até o portão de saída. Rosilda chegava naquele exato momento, me olhava com curiosidade.
Meu corpo ardia, cada músculo queimando com a mistura de raiva, desejo e impotência.
Pedi, gritei para que ela me ouvisse, que parasse por um segundo. Mas ela não olhou para trás. Ela se foi, e eu fiquei sozinho, com a casa vazia, cheia do eco do que havia sido feito, do cheiro que ela deixara impregnado em tudo. O cheiro de jasmin ainda percorria pela casa de construção antiga, e por mais que eu tentasse sabia que ela não ia me perdoar, era imperdoável.
Voltei para dentro, possesso, encontrei Ana Júlia já vestida, o cabelo preso, parada na porta como se me julgasse.
- Eu espero que você conserte a merda que fez. - A minha voz lhe fez saltar.
- Eu não fiz p