Saulo Prado
Depois de um dia cheio, não foi por boa vontade que saí de casa. Frantesca insistiu, arrastou até dona Laura junto. Minha mãe estava estranha, cabisbaixa, mergulhada em pensamentos que não quis dividir comigo. Aquilo me corroía por dentro. Tive medo. Medo dela não querer morar comigo, medo de ir embora de novo. E quando comentou, de forma quase solta, que amanhã viria uma moça falar comigo... meu estômago revirou. Procurei seu olhar pelo retrovisor, tentando encontrar uma resposta,