Saulo Prado
Paixão é um jogo irritante.
Uma armadilha disfarçada de prazer. Você pensa que está no controle... até perceber que está completamente rendido.
É como mergulhar de olhos fechados. Um choque no corpo, vertigem na alma.
Talvez essa seja a descrição mais justa para o que senti naquele almoço com seis mulheres que falavam como metralhadoras, gargalhavam alto e me encaravam como se eu fosse o prato principal.
Tálita, a ruiva, tagarelava sobre noites de shows e turnos intermináveis. Isnai