Saulo Prado
Cheguei cedo à casa de Angelina, pronto para mais um dia de trabalho. O portão mal se abriu e já tinha um corpo pequeno correndo na minha direção, a funcionária ficou parada na porta nos olhando, após liberar a minha entrada.
- Pai! - Atlas se jogou em mim, os braços finos me apertando como se fôssemos inseparáveis desde sempre.
O coração quase saiu pela boca.
Me agachei e o abracei de volta, sentindo aquele calorzinho infantil que parecia curar qualquer ferida.
Mas logo atrás, Ad