Ninguém a porta

Angelina Ribeiro

O celular começou a vibrar na cabeceira, ainda nem tinha clareado direito. Abri os olhos devagar, estendi a mão sem nem enxergar direito quem era. Atendi.

- Alô?

Silêncio. Só o clique da ligação sendo encerrada. Olhei a tela. Número desconhecido, fora da cidade. Suspirei e larguei o celular de lado.

Virei o rosto. Atlas ainda estava encolhido contra mim, o corpo quente, a respiração mansa. O rostinho sereno, delicado, os fios claros caindo bagunçados sobre a testa. Dormia tran
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