Saulo Prado
Ribeiro saiu, fechando o portão atrás dele. A raiva queimava no meu peito, crescendo a cada segundo.
- Ficou louco, Saulo? - a voz da minha mãe cortou o silêncio. - Como você pode agredir o marido dela assim?
Virei o rosto para ela, sem acreditar no que ouvia.
- A senhora não entende, mãe. - falei, a respiração ainda pesada. - Eu entreguei os arquivos que a Angelina me confiou para ele. Quando o Otávio mandou colocar fogo no almoxarifado do cunhado, eu não vi saída... Ele não ia sos