Luiza
O cheiro da penitenciária era de ferro oxidado e desesperança. Eu odiava aquele lugar. O som das portas de ferro batendo, o eco dos gritos distantes e aquele clima pesado que parecia colar na pele. Mas mesmo com tudo isso, eu estava ali. Porque Augusto precisava de mim. E porque, apesar de tudo, eu ainda acreditava que podíamos sair dessa. Juntos.
Passei pela revista, caminhei até a sala de visitas e sentei na cadeira plástica desconfortável que me separava dele por uma mesa estreita. Qua