Sou uma simples empregada.
O restante da tarde se arrasta, um borrão de pensamentos e goles. Helena, com sua discrição habitual, me traz um café forte no escritório, mas não pergunta nada. Apenas um olhar, um gesto silencioso de compreensão que, de alguma forma, me irrita ainda mais. Não quero compreensão, quero respostas. Quero que a raiva seja simples, pura, sem essa maldita complicação de sentimentos que me assola.
Ao entardecer, Lívia acorda. Ouço seus passos leves no corredor, e meu corpo enrijece. Ela surge no corr