Uma garota de vinte anos que um dia teve coragem de olhar para mim e dizer que me amava.
Heitor aperta minha mão com mais força, um aviso silencioso, um escudo que me protege. Ele sorri, mas não responde, seus olhos fixos nos meus, transmitindo uma calma que me acalma, que me tranquiliza. Apenas me puxa suavemente pela cintura, trazendo meu corpo mais perto do dele, em um gesto silencioso de proteção, de posse, de amor, de pertencimento. Sinto o calor do seu corpo contra o meu, uma barreira contra o mundo, contra a maldade alheia.
Seu olhar percorre o salão por um segundo — firme,