A amargura é um gosto persistente na minha boca, mais forte que o álcool.
Ela aceita o meu braço em volta do corpo e se deixa trazer para perto de mim. Ela apoia a cabeça no meu peito e percebo que ela respira fundo contra a minha camisa e sorri, como se esse cheiro fizesse bem para ela. E isso... isso acaba comigo.
Observo Lívia adormecer, a respiração finalmente mais calma. A imagem da fragilidade dela ainda me atinge, mas agora, misturada a um alívio estranho. Eu me ajoelho e fico perto dela, e a observo. O tempo parece desacelerar, e por um instante, a raiva e a