Lorena
O pneu do carro canta no asfalto molhado enquanto eu freio bruscamente em frente à mansão Moretti. A chuva fina da noite não é suficiente para apagar o fogo que me consome. Meus olhos, injetados de fúria, se fixam nas janelas iluminadas. As cortinas, antes sempre fechadas, agora estão escancaradas, revelando um vislumbre do inferno particular que se tornou a minha vida. O inferno que eu mesma construí, e que agora parece se voltar contra mim.
Lá dentro, a cena se desenrola como um filme